Primeiro atendimento em psicologia: como funciona?

O primeiro atendimento em psicoterapia possui uma importância central em todo o processo. É nele que psicólogo e paciente se encontram pela primeira vez e desse encontro pode ter início o processo terapêutico.

Nesse primeiro encontro, o psicólogo se mantém atento à maneira como o paciente se mostra por meio de sua fala, de seus gestos, de suas expressões faciais e de outros modos de expressão. A partir disso, busca compreender como aquilo que o paciente traz para a sessão o afeta para que possa estar junto dele e auxiliá-lo a se dar conta desse modo de se afetar.

Além disso, no primeiro atendimento buscamos compreender melhor os motivos que levaram nossa(o) paciente a procurar atendimento psicológico. Por meio de uma escuta atenta e acolhedora, procuramos nos demorar na queixa apresentada para estar junto do paciente e acolher e compreender suas dores e seus sofrimentos.

Por vivermos em tempos de pressa e rapidez nos quais a demora e a reflexão são vistas como contrárias à produtividade e ao alcance das metas que nos são constantemente impostas não é incomum que o primeiro atendimento em psicoterapia seja considerado “ineficiente” ou “improdutivo” devido à sua proposta de compreensão e atenção às questões trazidas pelos pacientes. No entanto, quando pautado unicamente por métricas de resultados e pela rapidez da melhora o atendimento psicológico perde uma de suas maiores potências: a capacidade de acompanhar aquilo que faz sofrer e possibilitar uma transformação nesse próprio acompanhar.

O primeiro atendimento é, portanto, um espaço de encontro com o outro e consigo mesmo no qual paciente e psicólogo trabalham em conjunto para compreender o que está em jogo no incômodo que se apresenta. Por meio a essa compreensão, abre-se o espaço para outras possibilidades de exisitir.